sábado, 23 de março de 2019

Mudança - O que ninguém conta

Sim, eu sei que esses títulos normalmente são só para chamar a atenção, mas, nesse caso, quero realmente ser transparente contigo e dizer-te coisas que ninguém tinha me falado sobre mudar de país.


Você vai sentir saudades. 
De verdade. Não a saudade que você sente de casa quando viaja de férias ou a saudade dos seus amigos que moram em outra cidade - acredite, já senti dessas também, e todas são válidas -, mas não é esse tipo de saudade. É tão forte que vira física: você sente o coração doer literalmente, o estômago embrulhar e a garganta fechar; às vezes, parece que alguém arrancou um órgão de dentro do seu corpo pelo tamanho do vazio que você sente. 
Nas primeiras semanas aqui, eu só chorava. Quando desligava as chamadas por Skype com os meus amigos, chorava pela falta que eles faziam; não conseguia ver nenhum vídeo ou foto deles ou da minha igreja; não conseguia falar deles para os meus pais, porque se a minha resposta fosse mais longa do que "estão bem", minha voz falharia e os olhos estariam cheios d'água; não conseguia passar um fim de semana sem chorar pensando que eu poderia estar com meus amigos andando em um shopping ou conversando no culto de jovens da igreja; não olhava nenhuma foto da minha casa no Brasil... Eu nunca tinha sentido nada igual antes, e nunca fui a pessoa que fica chorando de saudades o tempo todo (apesar de senti-la), até a mudança. 
Descobri, agora que estamos completando um semestre longe do Brasil, que a saudade nunca passa, mas a gente aprende a se conformar. A gente ensina nosso próprio coração a lidar com a falta de pessoas, de comidas, de lugares: o vazio continua lá, mas aprendemos a viver com uma parte nossa faltando. E a conformidade vai acalmando nosso coração até que as crises de choro passem de 5 vezes por semana para poucas no mês...

Você vai se sentir incompreendido.
A não ser que você converse com outras pessoas que já mudaram de país, ninguém vai te entender totalmente. Passei por várias crises de "ninguém me entende!", intercaladas com as de saudades - frequentemente eu nem sabia se estava triste ou com raiva (ambos?). 
Não importa quanto seus amigos tentem - não é nem mesmo culpa deles! -, eles não entenderão o que você sente e passa. Mudar de país é uma experiência única e incomparável! Então:
  • se você é a pessoa que se mudou: tenha paciência - você vai achar pessoas que te entendem! E os seus amigos não estão dando conselhos-que-não-se-aplicam de propósito =)
  • se você nunca se mudou, mas tem amigos que se mudaram: por favor, não diga que você entende como é difícil porque já mudou de cidade (eu já mudei de cidade também, e, acredite, é bem diferente) e também não diga que você "não entende porque a pessoa chora de saudades", já que você "nunca foi do tipo que sente saudades" (sendo a sua experiência de saudades uma semana longe dos pais...)
Você também vai se sentir sozinho.
Pelos dois motivos acima, já dá pra entender uma parte desse sentimento. Além disso, muitos amigos vão sumir quando você precisar deles - mudar de país também é uma baita prova de fogo para descobrir quem realmente está com você; e fazer novos amigos no novo lugar onde você está nem sempre é tão rápido quanto esperamos...
Claro, também tem a parte da adaptação, que você vai ver no próximo tópico. Ah, sentimentos e suas crises: sempre um combo, nunca por motivos avulsos!

Prepare-se para alguns micos - e broncas.
Principalmente se você está se mudando para um país como a Alemanha, onde a honestidade e objetividade reinam. Os micos já eram esperados: estrangeiros que não pagam mico não são estrangeiros, certo?!
As broncas, porém, nos chateavam e muitas vezes também eram motivo de choro: de repente, existem regras totalmente novas, das quais nunca tínhamos ouvido falar, um modo de se comportar e de falar diferente, um ritmo de vida diferente. A nossa separação do lixo estava errada (caramba, que país com regra para lixo, sério), o jeito de andar de bicicleta, o jeito de fazer compras, até mesmo o jeito de resolver contas de matemática! E, como eu disse acima, por aqui a honestidade e objetividade reinam: os alemães não hesitam em te dar uma bronca se virem algo errado, não interessa se te conhecem ou não.
A gente acaba acostumando com todas essas patadas e regras dos alemães, mas ainda não descobri quanto tempo morando aqui eu preciso para parar de levar broncas inesperadas, hahaha.

Prepare-se para a dificuldade e tenha com quem contar.
Sim, agora já estou muito mais tranquila e consigo te contar tudo isso calmamente. Entretanto, como você leu, uma mudança é muuuito mais difícil do que parece. Passei, inclusive, por depressão leve nos primeiros meses aqui - o desânimo pelo peso da situação era tão grande que a vontade de acordar era a cada dia menor (enquanto você está dormindo, não está chorando, nem sentindo saudades, nem decepcionada com quem sumiu, nem lembrando que não passou na prova de primeira, certo?); e, acredite, isso é muito normal entre as pessoas que se mudam! 
Por isso, encontre pessoas de apoio, que vão te animar, te dar dicas práticas de como sair dessa ou simplesmente vão ouvir seus desabafos. Frequentemente, você vai precisar de pessoas que sejam suas muletas, até que sua força para ficar em pé volte completamente =)
Se você não tem ninguém com quem contar, pode me escrever também, que estou sempre disponível para ouvir: gabrielleheinrichs@gmail.com

Por fim, ficam os meus agradecimentos a todos os amigos maravilhosos que me ajudaram quando precisei e que não sumiram quando me mudei. Vocês são demais, e definitivamente tem um lugar especial no meu coração! 

Para você que já se mudou: parabéns, guerreiro! Você com certeza tem uma história incrível para contar - meu email está aberto para ela também, amaria te ouvir.

Para você que quer se mudar: coragem! Você vai precisar. E não desista dos seus sonhos - as melhores coisas são difíceis de alcançar =D

Os próximos posts serão recheados de alegria e honestidade também - não desanima, não! O objetivo do post não era ser negativo, apenas realista, hahaha.
Abraçosss



domingo, 17 de fevereiro de 2019

Mudança - Segunda semana

Ainda passaria o domingo e a segunda sozinha no apartamento vazio.
No domingo, acordei cedinho e fui à padaria - tinha esquecido que nada abre aos domingos na Alemanha (exceto as padarias, durante algumas horinhas...). Consequentemente, percebi que o meu almoço seria pão, já que eu só tinha comprado o meu almoço de sábado (cup noodles, que comi com uma colher de chá porque também não comprei garfo!). Na hora certa, a tia Lu me mandou uma mensagem perguntando se eu gostaria de almoçar com ela (obrigada, tia Lu!). Então, pude comer arroz, salada e camarões com molho de tomate <3
Além disso, ela me emprestou duas luminárias, o que significou uma noite de domingo com mais luz do que a lanterna do celular pode fornecer!
Durante a tarde, a Julia, uma das amigas que fiz no intercâmbio em 2014, veio até o apartamento e pude passar um tempo conversando com ela, além de podermos comer os lanchinhos que eu tinha - pãezinhos e frutas, hahaha.

Na segunda, decidi limpar o apartamento inteiro mais uma vez (com o belo canteiro de obras em tudo em volta do prédio, era impossível evitar a poeira). Fui ao mercado de novo - precisava de produtos de limpeza e mais comida, claro! Sem geladeira, não conseguia comprar coisas para mais de dois dias de cada vez.
Comecei a pegar as coisas: panos, limpa vidros, limpa piso, produto para banheiro... e aí a minha cestinha já estava pesada demais para eu aguentar levar tudo pra casa. "Ok,", pensei, "o que a Mami faria?". Tirei os 5 produtos de limpeza diferentes de dentro da cesta e troquei por um só: vinagre.
#ficaadica tudo na vida você pode limpar com vinagre e detergente!
Como eu já tinha esponjas e o detergente, só precisava do vinagre e dos panos. Para dar um charme, comprei um perfume para tecidos - para as cobertas, colchões e toalhas novos - e um cheirinho (não sei como chama!) pra deixar no banheiro. Queria que o apartamento estivesse brilhando quando os meus pais e irmãos chegassem!
Voltei e arrumei tudo. Descobri, inclusive, quanto maravilhoso é limpar um apartamento vazio! Sem móveis fica tudo mais fácil e rápido. Perfumei os colchões e deixei os banheiros brilhando também.
A desvantagem de a limpeza ser relativamente fácil, é que o dia pareceu se arrastar: a ansiedade bateu forte, tanto pela chegada da minha família, quanto pela prova que eu teria no dia seguinte de manhã.

Tentei continuar me distraindo fazendo coisas aleatórias, organizando as poucas coisas que tinha, conversando com amigos... Finalmente, às 20h, minha família chegou! Eu nunca tinha sentido tanta saudade em uma semana só. Na semana que passei sozinha, minha alegria e consolo era tomar banho e usar a toalha que a Mami colocara na minha mala: tinha cheirinho de casa <3
Apesar de ter sido uma semana difícil para mim, também aprendi muitas coisas e percebi quanto eu já sei me virar sozinha; mas isso eu conto melhor em outro post :)
Depois da chegada dos meus eternos companheiros de aventuras, eles deram uma olhada no apto, fomos comer e passamos a noite em um hotel - o apartamento só estava equipado para mim, hahaha.
E, como ninguém precisa descansar depois do voo de 12 horas, correria com malas e fortes emoções, acordamos às 6h na terça para irmos a Karlsruhe! Eu teria minha prova lá de manhã.
Chegamos no KIT, e, enquanto eu fazia a prova, minha família foi comprar coisas que precisaríamos no apartamento.
Na terça de noite, já dormimos todos no apartamento, um pouco mais equipados, mas ainda sem móveis, hahaha.

Mais detalhes e fotos de como nosso apartamento foi de vazio para mobiliado e decorado você vê em um dos próximos posts!

Para quem ficou curioso e/ou ainda não sabia: eu não passei na prova de faculdade em setembro. Embora eu tenha chorado bastante naquela semana, sei que Deus sempre tem os melhores planos, e Ele definitivamente sempre acerta nas Suas decisões! Tudo que aconteceu e tudo que aprendi nas semanas seguintes você vai ficar sabendo por aqui :D

Beijos!



Esse tinha sido o almoço de sábado. Valorizem os talheres que vocês têm, galera! Hahaha

A luminária que a tia Lu me emprestou no domingo. Eu tinha luz para o domingo e a segunda, uhul!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Mudança - Primeiros dias

Como você já leu no post anterior, viajei sozinha, uma semana antes dos meus pais.
A Felicitas foi me encontrar em Frankfurt e viajamos de trem até Offenburg, onde a mãe dela foi nos encontrar. A presença da Feli foi mais que bem-vinda porque
1) não precisei andar pelo aeroporto enorme sozinha;
2) tinha mais alguém para levar as malas - cada uma levou uma;
3) encontrei minha amiga!
Fomos até a casa dela, em uma "vila" perto de Offenburg, comi e tentei descansar.
O primeiro dia (o que cheguei, quarta, e o seguinte), foram péssimos devido ao fuso horário de 5 horas. Fiquei acordando de madrugada, tinha muito sono na hora do almoço e ficava acordada de noite.
Na sexta, já estava me sentindo bem melhor e decidi ir com a Feli ao apartamento da minha família, no centro de Offenburg.
De manhã, comprei toalhas e cobertas (me senti A adulta que mora sozinha). Depois almoçamos e fomos ao apartamento, onde o dono já me deu as chaves. Tia Lu me emprestou produtos de limpeza, então eu e Feli passamos a tarde fazendo faxina no apartamento vazio! Meu pai também tinha pedido um colchão pela Amazon, então deixei o colchão descansando: ele vinha enrolado a vácuo, então precisava ficar "se espreguiçando" por 24 horas, hahaha.
A sexta-feira já estava com um clima estranho o dia todo, ora com garoa, ora com um sol fraco. Óbvio que, assim que Feli e eu demos três passos para fora do apartamento, a chuva decidiu vir com tudo! Tivemos que andar quase um quilômetro na chuva até o ponto de ônibus. Voltamos para a casa dela encharcadas, e rindo, claro.
Sábado, por uma mudança de planos que fiz com os meus pais, fui ao apartamento para ficar lá. Uma amiga da família me deu carona (sem condições de pegar ônibus com duas malas que eu não conseguia carregar sozinha) da casa da Feli até o apartamento. Cheguei lá, deixei as malas, peguei a mochila e saí: precisava fazer compras!
Fui até o centro e passeei por algumas lojas, resolvendo coisinhas. Em seguida, almocei, atenção: pão com linguiça de uma barraquinha! Isso mesmo, senhoras e senhores, eu comprei almoço em uma barraquinha na rua!
*Quem me conhece vai entender a dimensão do absurdo que isso significa para mim, hahaha.
*Pão com linguiça é a versão alemã de cachorro-quente.
Continuando, fui até a loja da Telekom, a empresa que forneceria a internet para o nosso prédio. Conversa vai, conversa vem, por falta de alguns dados o vendedor não podia fechar o contrato comigo ainda, e demoraríamos a ter Wi-Fi no apartamento. Pensando no pesadelo de usar o 3G-câmera-lenta do chip da Memomad e no meu celular que estava com o chip inativo (o chip alemão não começava a funcionar instantaneamente), soltei um "tá bom, a Wifi pode demorar, mas eu preciso de internet agora. Que opções você tem?", o vendedor, rindo, disse que precisava ver e foi para os fundos da loja. Voltou com uma caixinha na mão e explicou que eles tinham um "mini roteador" que funcionava com chip, e tinha 30 MB de internet. Aceitei na hora! Afinal, Wi-Fi é uma necessidade básica, hahaha.
Por último, precisava ir ao mercado. Comprei frutas, pão, manteiga, Nescafé, leite, xícara, faca, colher... tentei pensar em tudo que eu precisaria e que aguentaria fora da geladeira, pois a mobília do apartamento contava apenas com um colchão e um micro-ondas!
*O micro-ondas tínhamos comprado na viagem em dezembro e deixado numa mala que ficou com a tia Lu.
Andando pelas lojas, mercados (fui até num posto!) descobri uma coisa absurda: nenhuma das empresas citadas ali vendia luminárias ou lanternas! Nem mesmo daquelas pequenas...
Pois bem, eu já não aguentava mais andar, decidi ir para casa. Em um caminho de 800m do mercado até o apartamento, descobri 20 jeitos diferentes de carregar sacolas grandes e pesadas, hahaha. A felicidade do dia foi chegar ao apartamento, tirar os tênis e sentar no chão do corredor vazio para comer o picolé já meio derretido que eu comprara. Percebi, de verdade, que nossas noções de felicidade mudam a cada dia e que os momentos realmente valorosos e inesquecíveis são esses flashes de cinco minutos!
Por fim, organizei as coisas que comprara, lavei as louças e as frutas na pia do banheiro, arrumei meu colchão, tomei banho, jantei meu pão com manteiga e aproveitei o resto da noite com o silêncio inacreditável de um apartamento vazio e a lanterna do meu celular.
Os outros dias, dessa loucura que foi a chegada aqui, eu te conto como foram no próximo post!
Bye <3


*Caso você não tenha visto meus stories no Insta, também fiz videozinhos daqui quando cheguei! Vem ver: https://youtu.be/pwaPHAhrCN8


Registro de um momento de felicidade (o picolé já tinha acabado)

Minha companhia pelos primeiros dias - muitas coisas de construção!

O almoço "exótico"

Modem fofinho que me conectou com o mundo de novo, depois da chegada aqui!

Usual carinha de choro de despedidas

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Mudança - Toda história tem um contexto!

Então, eu e minha família mudamos para a Alemanha!
Embora meu pai mantenha um pé no Brasil, viajando para lá uns dias por mês :-D

*Por que decidimos mudar?

Desde que eu fiz meu intercâmbio em 2014 (que você pode ler inteirinho aqui no blog), apaixonei-me por esse país do idioma difícil e das rodovias sem limites de velocidade. Mesmo não achando as duas qualidades citadas as melhores daqui, é como a Alemanha é conhecida no Brasil...
Comecei a pesquisar sobre as faculdades e os processos de admissão incessantemente, li todos os blogs e páginas possíveis, procurei contatos que pudessem me dar mais informações, etc. Decorei, de trás pra frente, quais eram os documentos e burocracias que eu precisava e, além disso, descobri a universidade dos meus sonhos, pertinho de Offenburg (onde estavam minhas amigas): KIT - Karlsruher Institut of Technology. Uma das melhores universidades de tecnologia da Alemanha, focada principalmente em cursos de informática e engenharia - vocês não acharam mesmo que eu escolheria uma universidade fácil, acharam? Hahaha!
Eu já estava decidida a me mudar para estudar, minha família querendo vir junto ou não. Já estava, inclusive, preparando-me psicologicamente para morar sozinha!

E é aí que entra o detalhe inusitado: com a economia no Brasil descendo a ladeira a partir de 2015, meus pais começaram o negócio alemão, a Memomad, em 2016, para dar uma força nos negócios brasileiros. A Memomad importa os móveis da MMM para a Alemanha e vende-os para toda a Europa! Para a nossa alegria (porque eu sou funcionária da Memomad, trabalhando junto com a minha mãe), a empresa foi super bem e só melhorou desde 2016.
Nesses dois anos, meus pais coordenaram a Memomad à distância e sozinhos! (Eu só comecei a ajudá-los em abril/18, porque preferi focar no meu terceirão primeiro). Então, no ano passado, eles decidiram fazer o test-drive de morar aqui: passamos três meses em um apartamento "de temporada" alugado, trabalhando e tentando aprender mais sobre o jeito europeu de viver - você pode ler todas as aventuras aqui no blog também.
Percebi que meus pais também tinham se encantado pelo jeitinho do sul da Alemanha, mas acabava aí. Depois da nossa volta, meu pai até procurou apartamentos por aqui, mas os esquemas de aluguel eram bem mais complicados do que os brasileiros, além de que nenhum alemão queria alugar um imóvel para uma família brasileira...
Papi e Mami já tinham desistido da busca por apartamentos quando receberam a ligação do dono de um dos apartamentos que meu pai tinha mostrado interesse: ele queria alugar pra gente! (A história tem bem mais detalhes, mas isso é um post e não um livro - você pode marcar um café conosco e ouvir a história toda também).

Cheios de frio na barriga, começamos a levar os planos a sério e fazer malas... era hora de nos prepararmos para sair de terras tropicais.

*Como foi a viagem?

Na verdade, as viagens. Eu tinha uma prova no KIT dia 4 de setembro, mas, por algum motivo que não lembro (condições das milhas? Promoções? Compromissos?), meu pai comprou passagens para a minha família com data de 2 de setembro, chegando aqui dia 3. Concluímos que eu não poderia chegar em cima da hora de uma prova tão importante (minha admissão estava em jogo!), por isso, meu voo era uma semana antes. Saí do Brasil com olhos marejados dia 28 de agosto de 2018 e cheguei em Frankfurt dia 29.
Nos poucos dias antes de rever meus pais, eu ficaria na casa da Felicitas, minha amiga, já que não seria bom eu ficar sozinha em um apartamento vazio ;-)

Chegamos todos bem aqui. E agora que você já sabe o contexto, está preparado para todos os próximos posts que farei!
Ainda tem perguntas? Fique à vontade para falar comigo sempre.

PS. A universidade fala-se "K", "I", "T", não "kit" (por favor! Hahaha).

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Diário de Viagem - Fim!

De Berlin, fomos para Frankfurt, onde teríamos mais um dia e uma noite e meia. Explico: chegamos em Frankfurt um dia de noite, dormimos, passamos o dia seguinte inteiro lá e dormimos umas horinhas, porque tínhamos que acordar antes das 4h da manhã.
Como uma parte das nossas malas tinha ficado em Offenburg, no dia seguinte ao que chegamos, meus pais foram para lá buscar nossas malas. Imaginei logo de cara que passar um dia todo sozinha com os meus irmãos no aeroporto seria um tédio (ficamos no hotel do aeroporto para termos aquela meia noite de sono que escrevi acima). Afinal, o que tem para fazer em um aeroporto?
Descobri rapidamente que eu estava errada. Tomamos café do Starbucks de manhã, aproveitamos a Wifi do quarto, almoçamos em uma mercado que tinha buffet, andamos pelas lojas, ouvimos pessoas de todos os lugares do mundo falando todas as línguas do mundo.
Percebi que o aeroporto de Frankfurt era muito mais divertido do que um shopping! Além de ser lindo e enorme - eu, Cris e Timmy nem aguentamos andar por tudo - tem pessoas diversas, e simplesmente sentar em um banco e observar o movimento pode se tornar algo divertido.
No fim da tarde, meus pais estavam de volta e terminamos de arrumar nossas coisas. Na madrugada seguinte, teríamos uma corrida contra o tempo.

Posição, atenção, valendo: tocava nosso despertador às 3h da manhã. Eu e Timmy, os atletas do Triatlo, corremos até a área de pegar carrinhos para malas, uns 500 metros do hotel; enquanto nossos companheiros de equipe colocavam todas as bagagens prontas no elevador e faziam check-out. Voltamos em ritmo de trote com nossos carrinhos e nossa equipe já estava pronta. A segunda parte da nossa prova era chegar rápido à área de embarque: a equipe -18 era responsável por correr com os carrinhos de malas para chegarmos a tempo no guichê de despachar malas; a equipe +18 chegaria em seguida com as malas de mão e documentos.
Despachar malas: conseguimos!
Fazer check-in no horário: conseguimos!
Preencher as notas para receber os impostos de volta (fica a dica se vc está fazendo uma viagem internacional e comprou várias coisas): conseguimos!
Agora só faltava ir rapidinho até o avião. Conseguimos também!
Parece tudo drama? Parece, sim; mas eu não menti quando disse que o aeroporto é enorme! Duas horas lá dentro parecem cinco minutos, e você pode perder o horário do seu avião ou trem rapidinho, se bobear ;-)
Às 6h da manhã, estávamos decolando. Fizemos uma escala em Lisboa para comer uns pastéis de Belém no aeroporto e ouvir o (super fofo) sotaque português. De noite, chegamos em terras brasileiras para mais uma aventura: pegar as malas em Guarulhos e redespachá-las para Curitiba, correndo contra o tempo (e contra o calor, pois chegamos agasalhados em plenos 30°C, minha gente!). Porque, além de termos que pegar as malas e esperar na fila para despacharmos de novo, tínhamos que chegar a tempo no Terminal 1 de Guarulhos: o "puxadinho" do aeroporto que leva 15 minutos de ônibus dos outros dois terminais (êêê, Brasil).
Despachamos as malas e corremos até o ônibus que estava passando (detalhe: os ônibus para o Terminal 1 passam de 15 em 15 minutos!). Conseguimos pegar aquele e chegamos na área de embarque com uns minutinhos de sobra.
Acha que acabou? Quando chegamos em Curitiba, fomos pegar nossas malas (só 10...). Espera. Esteira lenta. Todos os passageiros do voo, menos 2 e nós, já tinham ido embora. Passam 10 minutos. A esteira para. Nós e os outros dois continuamos de mãos vazias. E aí, Azul?
Tinham "esquecido" de colocar nossas malas no avião em São Paulo. O que eu já estava achando ruim, o meu pai achou uma maravilha: não teríamos malas para colocar no carro, elas iriam direto para a nossa casa!
Ficou pior para a moça que estava sem a mala também: era estrangeira e todos os pertences estavam na mala, que só chegaria no dia seguinte ou 2 dias depois.
Cansados, mas felizes, encontramos nossos avós em Curitiba e, depois de muitos abraços, fomos para casa.
São Bento do Sul, casa, cama: alívio!

E esse foi o fim cheio de emoções da nossa viagem, que agora está completando um ano da ida.
Para quem diz que não faço esportes, queria deixar escrito que já fiz maratona de aeroporto, hahaha.
E para quem leu tudo: meus sinceros agradecimentos pela sua paciência com essa escritora sumida e posts esporádicos e pelo seu apoio lendo o meu blog. Você é demais e Jesus te ama <3
Abraços com muito amor,
Gabi H.

Fotos de fora, chegando ao aeroporto


Fotos aleatórias do hotel


Maquete do aeroporto


Mais um pouquinho desse aeroporto lindo <3

domingo, 11 de novembro de 2018

Diário de Viagem - Dia 78/79

Dia 16 de fevereiro de 2018: nossa viagem já estava em contagem regressiva para acabar!
Decidimos ir passear um pouco pelo centro da capital alemã. Fomos conhecer a maravilhosa catedral da cidade, Berliner Dom, e andamos um pouco ali por perto, entrando nas lojas e admirando as lindas construções que deixam o centro de Berlim encantador.
E, claro, almoçamos Curry Wurst: não dava para passear por toda a capital alemã e não conhecer a comida mais famosa dela, certo?
No dia 17, fizemos passeios parecidos: conhecemos as catedrais gêmeas e o Konzerthaus, passamos por várias lojas, admiramos vitrines, e, por fim, fomos na KaDeWe, a famosíssima e enorme loja de departamentos de Berlin.
Também aproveitei pra encontrar uma amiga brasileira que estava fazendo intercâmbio e tomar um café com ela.
Depois de dois dias seguidos passeando e fazendo algumas comprinhas, ainda encontramos forças para fechar todas as malas. Nosso próximo destino era Frankfurt, então, casa!

Agora, chega de escrever, porque as fotos dos passeios são muito mais legais do que a narração:


 Berliner Dom

 Selfie de longe com o Fernsehturm

 Uma das catedrais gêmeas

 Konzerthaus


Café com a Martina ❤

Até o próximo post!

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Dia 77 - Mais fotos!

Já que as fotos falam muito mais que palavras...


Um estúdio de TV antigo




Exercícios simples pra entender sistema binário e conceitos de eletricidade, respectivamente 


Exposição de navios


Mais eletricidade <3


Entendendo vários conceitos de força: os “brinquedos” eram diversos, mostrando a diferença que a distância ou as polias fazem. 
O objetivo desse da foto era a Cris levantar a balança em que o Timmy estava, testando as três cordas para descobrir onde era “mais leve”


Pra terminar, selfie no Potsdamer Platz com um ursinho de Berlin atrás hahaha